A escritora por ela mesma

“Meus escritos nascem como cartografias, articulando memória e território como reescrita do mundo. A ancestralidade se torna tecnologia viva, tensionando o tempo linear e instaurando fricções na contemporaneidade. Entre linguagem visual e textual, desenvolvo uma prática que aciona a cosmopercepção como método, deslocando epistemologias hegemônicas e afirmando a narrativa como contra-arquivo e estratégia de permanência simbólica. A escrita, para mim, é território de reexistência: um gesto de escuta que transforma memória em presença. Volto sempre à ancestralidade como quem retorna à fonte, não para repetir o passado, mas para reativar futuros interrompidos. Meu trabalho busca inscrever, entre palavra e imagem, outras formas de ver e habitar o mundo, onde a cosmopercepção se torna prática de ruptura e reinvenção.”